Carnaval: o maior espetáculo da Terra!

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cintilando os voos do Pássaro Nilopolitano


A Poética do Princípio: O pássaro cintila seus primeiros voos
Beija-Flor minha escola, minha vida, meu amor... É ela, maravilhosa e soberana, de fato nilopolitana, enamorada deste meu país (...). (Trecho Samba-exaltação da GRES Beija-Flor de Nilópolis; Composição: Neguinho da Beija-Flor).

O samba-exaltação complementa o que a história por si só desenha nas terras nilopolitanas: a raiz de uma escola que não tem medo de voar alto. Tão contemplativa que nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveram formar um bloco carnavalesco, porém as discussões foram mais altas que as batucadas dos sambas de roda. A opinião de uma mulher fez toda a diferença para o pássaro preparar seu voo rumo ao sucesso: Dona Eulália de Oliveira, mãe de Milton, sugeriu que o nome do bloco fosse Beija-flor, tendo como inspiração o Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença, Rio de Janeiro. Com isso, Dona Eulália foi concebida como a fundadora daquela que conquistaria os corações brasileiros.
Todo sonho tem sua realidade. O ano era 1953, a benção tinha como apelido Cabana; a proeza: a inscrição do bloco na Confederação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A quadra da agremiação era um terreno baldio, um começo difícil, porém  a garra e a força da comunidade fizeram com que a escola aos poucos começasse a se estruturar. Para o seu crescimento, a então conhecida “malandragem” carioca se impunha para que os caminhos traçados fossem os melhores possíveis. Para desfilar no Rio de Janeiro, era necessário que a escola nilopolitana tivesse uma quadra na terra dos bambas. Com a ajuda de Amaury Jóio da Imperatriz Leopoldinense, logo providenciou um pequeno espaço no tão conhecido e badalado bairro de Ramos. Djalma Preto, da Estação Primeira de Mangueira – a verde e rosa de Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho e Jamelão – também apoiou o pássaro que começa a dar seus primeiros voos.
A agremiação de Nilópolis se apresentou como escola de samba no Grupo 2, e logo venceu com o enredo Caçador de Esmeraldas, com a composição poética de Cabana, o maior nome entre os compositores nilopolitanos de todos os tempos, sendo parceiro de Martinho da Vila – o segundo poeta da Vila Isabel.

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