Carnaval: o maior espetáculo da Terra!

Carnaval: o maior espetáculo da Terra!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Festa no Arraiá, é pra lá de bom...

Confesso que por um momento achei que a Beija-Flor seria a campeã invicta deste carnaval, mas quando a Vila Isabel entrou na Avenida senti uma emoção enorme.

Cantado o Celeiro do Mundo, a Vila mostrou a simplicidade da vida rural brasileira com um impacto visual maravilhoso. Rosa Magalhães, o "Monstro" do Carnaval carioca, mostrou sua criatividade e versatilidade, com uma carnavalesca magnânima que é, deu a sua personalidade ao enredo, que nem parecia ser patrocinado, isso é competência! 

Os destaques foram: A comissão de frente com uma coreografia simplesmente impecável do Marcelo Misailidis, mostrou uma síntese do enredo com maestria, criatividade e um grande impacto visual; as fantasias impecáveis, característica da carnavalesca, com um teor criativo impressionante! 

As Alegorias com uma volumetria menor que a das outras escolas, com algumas falhas no acabamento, mas não triou o brilho da evolução, harmonia e conjunto que foram indiscutivelmente impecáveis! 
A bateria volta as suas raízes e deu um show com um arraiá em plena avenida! E o samba... Uma obra prima feita por Martinho da Vila , Arlindo Cruz e Companhia, o melhor samba do Carnaval carioca! Bem, a escola terminou o seu desfile sendo ovacionada com gritos de "É Campeã!" por praticamente todos os setores, que "desfilaram" junto com a Vila, o deixou as pessoas mais eufóricas! Festa no Arraiá, é pra lá de bom... E foi demais ver a Vila Isabel com essa vibração. Sinto que Rosa Magalhães será de novo campeã junto com a Vila... É um palpite!

O Norte é a estrela que vai me guiar...

A Imperatriz Leopoldinense canta o Pará na Marquês de Sapucaí. A Escola de Ramos impressionou com um desfile correto, bem organizado, alegorias bem acabadas e o desenvolvimento do enredo conciso, objetivo, muito bem elaborado pelos carnavalescos Cahê Rodrigues, Kaká e Mario Monteiro. 

Os destaques deste desfile foram: A comissão de frente com uma coreografia simples, mas bem elaborada com fantasias incríveis e a ilustre Fafá de Belém como a Estrela do Norte, linda e muito emocionada! 
As alegorias com uma volumetria pequena, porém o acabamento era magnífico, de fácil entendimento e com difusões de materiais que exaltação a nossa terra. 


A bateria do Mestre Noca, arrepiou com bossas incríveis e os intérpretes Wander Pires e Dominguinhos do Estácio deram uma personalidade ao samba-enredo que era instável, mas fluiu bem na avenida! 

As fantasias muito bem elaboradas, com acabamentos primorosos. O momento tenso foi a quebra da embreagem do carro que retratava o Mercado Ver-o-Peso, assustou um pouco, porém deu tudo certo. 

E no final, um setor inteiro dedicado a Nossa Senhora de Nazaré, um momento emocionante, pois Fafá de Belém - que abriu o desfile - veio como Romeira do Círio, descalça, emocionada fechou com chave de ouro o desfile da escola. Gaby Amarantos, Pinduca, Beto Barbosa, Rosa Maria Murtinho foram personalidades que também fizeram parte do desfile. Bem, a Imperatriz merece está no desfile das campeãs, tomara que os jurados também reconheçam isso!

Um Grande Rio de Amor sou eu...


A Acadêmicos do Grande Rio entrou na avenida com um enredo intitulado "Amo o Rio e vou à luta: Ouro Negro sem disputa!", a escola de Caxias desenvolveu um enredo patrocinado e vimos até q ponto uma escola pode chegar pra fazer um desfile plasticamente satisfatório para os jurados e isso não aconteceu - se tratando de alegorias. 
Os destaques do desfile foram as fantasias muito bem elaboradas pelo carnavalesco Roberto Szaniecki, porém as alegorias, apesar de gigantescas, estavam com um acabamento lastimável: ferragens à mostra, tecidos rasgados, piso de alegorias soltos.

 A comissão de Frente, foi muito bem elaborada e usou muito bem o tripé: com pés de pato os nadadores ao fundo do mar para encontrar o ouro negro mostrou uma coreografia bem elaborada, difícil e muito criativa. 

O primeiro casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira estavam muito bem ensaiados e vibrantes! 

A Invocada, bateria do Mestre Ciça deu uma personalidade incrível ao samba, que era regular! Bom, com isso levantamos uma questão importante: os enredos patrocinados estão descaracterizando os sambas? O que dificulta na composição de um samba de qualidade??

Sou Manga Larga Marchador...

Aí a Beija-Flor entra na Sapucaí trotando e cavalgando junto com o Manga larga Marchador e usou muito bem o dinheiro do patrocínio.Com Alegorias perfeitas, luxuosas, com uma volumetria incrível, a escola de Nilópolis mostrou sua competência, organização e linearidade em todos os quesitos.

Destaques a comissão de frente que desenvolveram uma coreografia bem elaborada, impactante e um elemento alegórico gigantesco e desnecessário por sinal.

O Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, maravilhosos novamente fizeram um lindo bailado! 
Bem, a escola teve um problema na acoplagem de um carro alegórico - que só foi acoplado no setor 2 - prejudicando a evolução do desfile. Fantasias bem elaboradas, mega luxuosas e os números impressionantes e exagerados, uma característica da escola. 
Com um samba quilométrico e mediano conseguiu levantar a arquibancada com gritos de "É Campeã!". Porém, a meu ver no quesito enredo, a escola deixou a desejar em seu desenvolvimento: com um teor poético ao extremo e alguns "devaneios" desnecessários, provavelmente serão descontados alguns décimos. Enfim, a escola ficou com a segunda colocação!

Mangueira, O trem da Emoção...


A Estação Primeira de Mangueira - minha verde-e-rosa -  foi só emoção e ousadia. A Agremiação veio com duas baterias q fizeram todos os setores da Sapucaí vibrarem, aplaudirem e cantarem muito o samba-enredo!
 
Com fantasias bem luxuosas e melhor acabadas mostraram Cuiabá: O paraíso no Centro da América! O primeiro casal de Meste-Sala e Porta-Bandeira também foram destaques do desfile se espera a nota máxima neste quesito.  
Na Comissão de Frente, o coreógrafo Marcelo Chocolate fez uma homenagem ao Mestre Delegado - que faleceu ano passado - fez uma coreografia bem elaborada e foi a única que não levou elemento alegórico pra Avenida.

As Alegorias eram instáveis: umas bem acabadas, com uma volumetria linear, luminotécnica perfeita, e outras com tecidos do piso da alegoria soltos, rasgados, ferragens a mostra.
A escola, infelizmente, estourou o tempo. Sete minutos fizeram com que a verde-e-rosa perdesse 0,7 décimos, uma pena! E o que colaborou negativamente para isso foi a última alegoria da escola com uma engrenagem da borboleta que engatou na torre de Tv perto da Apoteose, porém o que foi emocionante mesmo foram as duas baterias que deram o show na avenida e colaboraram a escola ganhar o Estandarte de Ouro de Melhor escola do Jornal O Globo, assim como o de melhor Porta Bandeira, Revelação Mestre-Sala Mirim e melhor Ala das Baianas!

Olha quem chegou, Sinhozinho Malta...


A segunda noite de desfiles das escolas de Samba do Rio foram cheios de luxo, emoção e perfeição!
A São Clemente retratou na Sapucaí O Horário Nobre. Vários personagens enriqueceram os setores da escola desenvolvidos pelo Carnavalesco Fabinho Ricardo... 
Viúva Porcina, Carminha, Sinhozinho Malta, Gabriela, Escrava Isaura, O Astro e muitos outros personagens inesquecíveis foram lembrados no "Horário Nobre", muito nobre!



Alegorias simples, com uma volumetria menor que das outras escolas, porém com um acabamento primoroso, piso das alegorias limpos, esculturas perfeitas e fantasias muito bem elaboradas foram os destaques da escola... 

Mais ousada que ano passado, A Escola teve a paradona na bateria  - vestida de Crô - e desafiou a harmonia: que deu conta do recado. Perceptível a evolução estável, com um andamento bom, porém  devem ter tirado décimos de conjunto e evolução! A comissão de Frente foi um resumo do enredo representando o "Espelho Mágico", Renato Vieira fez uma coreografia bem tradicional e simples, o que hoje em dia faz muita falta no Carnaval. O samba maravilhoso e Igor Sorriso com sua voz estonteante fizeram com que a irreverência da Escola da Zonal Sul se destacasse mais uma vez na Sapucaí! E os infláveis, novamente foram de grande impacto visual! Parabéns a escola!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Carnaval 2013: Quando o sonho vem pra quem quer sonhar...

O carnaval acabando e a minha vontade imensa de parabenizar todas as escolas, baterias, comissões de frente, diretores de harmonia, escultores, ferreiros, bordadeiras, costureiras, carpinteiros, baianas, os presidentes das escolas, mestres de bateria, presidentes, velha guarda, compositores e tantos outros que fazem a fábrica dos Sonhos acontecer... 
Foi um carnaval lindo, Parabéns a todos Vocês, sei q essa mensagem não chegará a quem realmente deve ouvir... Vocês que amam o samba, a tradição, a raiz assim como eu... Por isso que amo demais carnaval, pois não tem sensação melhor do que saber que existem sambistas que resistem a tanta parafernalha que lhes tiraram de cena... Todas as Tias baianas, Mães e pais de santo, que acreditam no Deus Divino, aquele q rege nossas vidas, nossas paixões e nuances... 
Minha nuance é Carnaval, não nasci em meio ao samba, mas sinto que me integro a Cartola, Paulinho da Viola, Nelson Cavaquinho, Seu Natal, Paulo da Portela, Pixinguinha, Martinho da Vila, Clara Nunes, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Silas de Oliveira, Lecy Brandão E tantos outros que são desconhecidos, porém imortalizados na memória às batucadas do samba de roda... É procissão da Vida, samba é religião... É o meu patuá, abre a roda e mostre sua face de sambeiro, sambista, sambado do samba que agita o meu coração! Viva a nuance da vida sambística do samba, pois tu és a alma viva do meu amor!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013


A Poética do Luxo: A Era Joãozinho Trinta e Laíla
Dando um grande salto, ou melhor, um grande voo na história, pousamos no ano de 1976, quando os insatisfeitos da Academia do Samba, o Salgueiro, Laíla e Joãozinho Trinta resolveram sair da agremiação e ingressar no ninho da escola de Nilópolis. A partir daí, a épica história de glórias da escola começa a se traçar. 
Crias de Arlindo Rodrigues, grande carnavalesco com um estilo estético-visual barroco, com prumo, criatividade e luxo inserido numa só excelência de desfile, não teria como um grande gênio nascer dessa “máquina” ambulante de fazer carnaval. Com o enredo Sonhar com rei dá leão, os nilopolitanos entraram em euforia; a Beija-Flor é campeã do carnaval carioca, falando sobre o jogo do bicho, Joãozinho Trinta impressionou com o luxo e acabamento assíduos das alegorias, que era  até então eram atípicos para época. Não bastava só ter plumas, brilho e cor. Tinha de ter luxo, glamour e uma bela plástica, marcas de um carnavalesco que conseguiu não só quebrar a hegemonia das potências carnavalescas formadas pelo quarteto Mangueira, Portela, Salgueiro e Império Serrano, como também emplacar um tricampeonato. Voos para o estrelato, o céu não era o limite. A agremiação ficou conhecida como “escola do luxo” e iniciou o processo de verticalização das escolas, através de grandes alegorias e dos adereços de mão.
O gênio João disparava suas magníficas e polêmicas ideias e fazia da Beija-Flor um “bicho papão” do carnaval carioca. Os adereços de mão – um complemento das fantasias – deram a plástica do desfile, um efeito mais dinâmico e luxuoso, porém uma volumetria que dificultava, geralmente, o desempenho do componente. O pássaro voava junto com o gênio ao Sol da meia-noite (1980), visitou a Grande constelação das estrelas negras (1983), participou de uma partida de futebol em 1986 em Um mundo é uma bola, carnaval vice-campeão que impressionou mais uma vez pela criatividade, prumo no acabamento e diversificação de materiais na confecção das alegorias e fantasias, a chuva tratou de lavar a alma da escola e emocionar a Marquês de Sapucaí – a tão conhecida passarela do samba onde ocorrem os desfiles desde 1984 - mostrando que o coração de Nilópolis batia mais forte, o pavilhão é a contemplação e o samba é a estrutura da comunidade. A Beija-Flor fez a Sapucaí chorar, aplaudir e ser um coro de sentimentos pouco vistos em desfiles de escolas de samba. 

Glória a quem trabalha o ano inteiro, em mutirão são escultores, são pintores, bordadeiras, são carpinteiros, vidraceiros, costureiras, figurinista, desenhista e artesão, gente empenhada em construir a ilusão (...). (Pra tudo se acabar na Quarta-Feira, Martinho da Vila – GRES Unidos de Vila Isabel, 1984).

O gênio já delirava, o luxo subiu à cabeça é só fez bem e o lixo glamoroso tomou de conta da passarela do samba, já em 1989. A epopeia: Ratos e Urubus, larguem minha fantasia; o criador: Joãozinho Trinta... O luxo do lixo impressionou o público, ricos e pobres juntos e misturados, pois o “samba não tem preconceito” já dizia o samba da Vila Isabel. O impacto: a realidade descrita com mãos de ferro, a crítica social a um país que engatinhava com a nova Constituição, mas que já era impregnado a tal da desigualdade social e ainda tinha as marcas de uma ditadura inesquecível... Mas inesquecível mesmo foi aquele desfile; quem diria que o Cristo Redentor faria parte da história, mas como o delírio não é de qualquer pessoa, Joãozinho Trinta resolveu trajar aquele que vive no Corcovado, tocando o céu com trapos sujos: era o “Cristo Mendigo” que fora proibido e coberto de preto, mas frase falava por todos “Mesmo proibido, olhai por nós”. A epopeia foi inspiração para um samba que se tornou o grito de protesto daqueles que estavam sendo reprimidos pela indiferença. Os versos marcavam e contemplavam a bela voz de Neguinho da Beija-Flor:
(...) Sai do lixo a nobreza, euforia que consome, se ficar o rato pega se cair urubu come. Vibra meu povo, embala o corpo a loucura é geral (é geral), larguem minha fantasia, que agonia, deixem-me mostrar meu Carnaval (...). (Samba-enredo 1989 GRES Beija-Flor de Nilópolis; Compositores: Betinho, Glyvaldo, Osmar e Zé Maria).

As estruturas do barroco luxuoso, trabalhado no dourado, com requinte e acabamento impecáveis e as roupas sujas, velhas com trapos pendurados fizeram parte de uma antítese, a estética mais inovadora e impactante daquele ano. Mas adivinhem o carnaval de Joãozinho não fora campeão. As “Asas da liberdade” da Imperatriz Leopoldinense levou a melhor, porém a voz do povo era de “Beija-Flor campeã!”, mesmo ficando no segundo lugar do pódio, o enredo foi considerado como o desfile do século pela crítica, e quando o gênio diz que “O povo gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual”, é porque a voz do povo realmente é a voz de Deus. O pássaro de Nilópolis havia novamente conquistado a Sapucaí. Mas em 1992, Joãozinho Trinta deixa a agremiação com gosto de quero mais, ele havia se tornado a cara da escola. Todavia, o pássaro não poderia parar de voar, E o carnaval já caminhava para uma nova época: a da competitividade assídua, o regulamento foi se enchendo de “trololós” e deixou os desfiles das escolas de samba como um exército, cheio de regras e se as agremiações não obedecessem seriam punidos e o castigo: a perda do título. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

De volta...

Caríssimos amantes do Samba e do Carnaval... Apresentarei a vocês o artigo "Poéticas da Beija-Flor: O Princípio, Os voos e a Consagração da Escola de Samba Nilopolitana", realizado na Disciplina Produção Textual da Professora Valéria Andrade, na Escola de Teatro e Dança da UFPA - Universidade Federal do Pará. O artigo será publicado por partes, ou seja, cada tópico será uma publicação aqui no "Magia do Carnaval" Espero que gostem!

Cintilando os voos do Pássaro Nilopolitano


A Poética do Princípio: O pássaro cintila seus primeiros voos
Beija-Flor minha escola, minha vida, meu amor... É ela, maravilhosa e soberana, de fato nilopolitana, enamorada deste meu país (...). (Trecho Samba-exaltação da GRES Beija-Flor de Nilópolis; Composição: Neguinho da Beija-Flor).

O samba-exaltação complementa o que a história por si só desenha nas terras nilopolitanas: a raiz de uma escola que não tem medo de voar alto. Tão contemplativa que nasceu nas comemorações do Natal de 1948. Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva resolveram formar um bloco carnavalesco, porém as discussões foram mais altas que as batucadas dos sambas de roda. A opinião de uma mulher fez toda a diferença para o pássaro preparar seu voo rumo ao sucesso: Dona Eulália de Oliveira, mãe de Milton, sugeriu que o nome do bloco fosse Beija-flor, tendo como inspiração o Rancho Beija-Flor, que existia em Marquês de Valença, Rio de Janeiro. Com isso, Dona Eulália foi concebida como a fundadora daquela que conquistaria os corações brasileiros.
Todo sonho tem sua realidade. O ano era 1953, a benção tinha como apelido Cabana; a proeza: a inscrição do bloco na Confederação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A quadra da agremiação era um terreno baldio, um começo difícil, porém  a garra e a força da comunidade fizeram com que a escola aos poucos começasse a se estruturar. Para o seu crescimento, a então conhecida “malandragem” carioca se impunha para que os caminhos traçados fossem os melhores possíveis. Para desfilar no Rio de Janeiro, era necessário que a escola nilopolitana tivesse uma quadra na terra dos bambas. Com a ajuda de Amaury Jóio da Imperatriz Leopoldinense, logo providenciou um pequeno espaço no tão conhecido e badalado bairro de Ramos. Djalma Preto, da Estação Primeira de Mangueira – a verde e rosa de Cartola, Carlos Cachaça, Nelson Cavaquinho e Jamelão – também apoiou o pássaro que começa a dar seus primeiros voos.
A agremiação de Nilópolis se apresentou como escola de samba no Grupo 2, e logo venceu com o enredo Caçador de Esmeraldas, com a composição poética de Cabana, o maior nome entre os compositores nilopolitanos de todos os tempos, sendo parceiro de Martinho da Vila – o segundo poeta da Vila Isabel.

Poéticas da Beija-Flor em 3,2,1...



POÉTICAS DA BEIJA-FLOR: O PRINCÍPIO, O VOO E A CONSAGRAÇÃO DA ESCOLA DE SAMBA NILOPOLITANA
FERNANDO NUNES SILVA¹
Graduando do 2º Semestre em Licenciatura Plena em Dança; Coreógrafo de Danças Populares; Bailarino do Espaço Experimental Dansare.



Resumo
Este artigo tem como objetivo relatar a importância da escola de samba mais apoteótica do Brasil - que tem como símbolo o beija-flor - e reconhecer sua contribuição para a “revolução” estético-visual antes e depois do gênio da escola, o carnavalesco Joãozinho Trinta. A “Deusa da passarela” é terceira escola com mais títulos conquistados; tem no seu “hall carnavalesco” sambas inesquecíveis de um reduto de bambas com o samba de raiz impregnado em suas histórias e a voz marcante de Neguinho da Beija-Flor, intérprete da agremiação há trinta e sete anos.
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Palavras – Chave: Escola de Samba, Carnaval, Beija-Flor.